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IGNIÇÃO CERTA


Sabe quando temos aquela certeza de que amamos? Ou até mesmo quando a gente não tem lá tanta certeza, mas lá no fundo sentimos que essa certeza, ou a falta dela, é duvidosa?

Quando aquela chama inesperada ascende, de uma forma um tanto quanto egoísta, sem pedir licença, sem querer saber se estamos ou não preparados e dispostos à libertar o que foi contido, o que foi extinto.

Um amor extraordinário, não daqueles que nos pega de jeito e nos "rebuliça" todo, mas daqueles que já estava enraizado só esperando a ignição certa e flamejar aos olhos do outro.

Ardem e inflamam, atuam de forma à parecer que foram feitos para dançar cintilantes, corpo a corpo. 

Até que a chama precisa ser contida, para não deixar pedaços, pedaços de um coração distante, distante como quem um objetivo nunca alcança.

Já não é mais compatível, não se semelham, são individuais de si. A certeza de que estava certo, faz de bobo, sofredor. O que foi liberto, precisa ser preso e o que não pediu licença se camufla e espera que a próxima ignição certa, seja a certa.

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